Ingá

Fruto do ingazeiro, o ingá, pertencente à família botânica Leguminosae – Mimosoideae e possui a forma de vagem, grande e verde, com sulcos no sentido comprido, que podem atingir até 1m de comprimento. Frutifica quase o ano todo. A polpa é branca, levemente fibrosa e adocicada, bastante rica em sais minerais. Em geral, ela é consumida ao natural, pois não se presta a preparações culinárias.

Temos no Brasil mais de cem espécies do gênero ingá e acreditamos que todas possuem bainhas com sementes revestidas de uma camada de polpa assente sobre tênue membrana, que facilita o seu destacamento das mesmas.

Em algumas espécies, como I. marginata, e suas afins, essa camada polposa é espessa e o legume, mais ou menos roliço, tem a casca mais delgada. Daí chamarem-nas “Ingá-Dedo” ou “Ingá-Mirim”.Mas na maioria das outras os legumes são achatados, revestidos de basta camada de pêlos que os tornam tomentosos, e as sementes, mais largas também, possuem a dita cobertura édula maior, porém, menos espessa. Um magnífico exemplo desta temos em I. barbata “Ingá pelu”. O mais espalhado de todos é o “Ingá-Cipó” ou ingá edulis M., cujas vagens são compridas e torcidas, lembrando certos cipós.

Árvore de grande porte que pode atingir 15m de altura. Folhas divididas em 6 a 8 folíolos presos a uma haste folhosa com pilosidade de coloração ferrugíneo-tomentosa. Flores aglomeradas de coloração branco-esverdeada. Floresce quase o ano todo.

O nome indígena de ingá - que significa "embebido, empapado, ensopado", devido talvez à consistência de seu arilo, polpa aquosa que envolve as sementes são conhecidas mais de duzentas espécies do gênero Inga, da família das Leguminosas.

Nem todas elas são nativas das florestas amazônicas, como o ingá-cipó. Mas, em geral, os ingás preferem nascer às margens dos igapós, embrenhando-se pelas matas marginais dos rios amazônicos. Quando ocorrem em outras regiões, os ingás também são característicos das matas de galeria que seguem os cursos d'água por onde passam.

Uso Medicinal

• A casca, em decocção, é curativa de feridas e em lavagem intestinal, contra diarréias.
• Também é usada na medicina caseira, sendo útil no tratamento da bronquite (xarope) e como cicatrizante (chá).

Cultivo

• Cultivo por sementes. Prefere solos arenosos próximos aos rios. De crescimento rápido, esta espécie é a mais conhecida dentre os "ingás".

Fonte

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/frutasnobrasil/inga.html
http://todafruta.com.br
F. C. Hoehne, Frutas Indígenas, Editora Instituto de Botânica São Paulo. São Paulo. 1946.
EURICO TEIXEIRA DA FONSECA, Frutas do Brasil, Editora SEDREGA, Rio de Janeiro. 1954.
http://waynesword.palomar.edu/ecoph26.htm


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