PAINEL 17

1. O(Otero). C.p."fantasia". Série letras do alfabeto. Ed. S.I.P. Fot. Reutlinger(Paris).
2. OTERO. C.p. pintado a mão e com enfeites em purpurina. Ed.N.P.G., Berlim. Fot. Reutlinger.
3. LA BELLE OTERO. C.p. pintado a mão e com enfeites em purpurina. Ed.Rotary (Inglaterra).
4. OTERO. C.p. "fantasia" com vários retratos da dançarina espanhola. Pintado a mão e com enfeites em purpurina.
5. OTERO. C.p. com assinatura fac.similada. Pintado a mão. Ed.S.I.P. Fot.Reulinger, paris. Circa, 1902.
6. OTERO - Folies-Bergere. C.p. pintado a mao e com enfeites em purpurina. Ed.S.I.P. Fot. Reutlinger, Paris. Circa 1900.
7. OTERO. C.p. pintado a mão e com enfeites em purpurina. Ed. N.P.G. Fot. Reutlinger. Circa 1904.
8. OTERO. C.p. pintado a mão. Ed. S.I.P. Fot. Reutlinger.
9. OTERO. Fot. Reutlinger. C.p. postado em 1904.
10. OTERO, Brésil e Cavalieri. C.p. "fantasia". Pintado a mão. Ed.S.I.P. Fot. Reutlinger, Paris.
11. OTERO. C.p. com assinatura fac-similada. Pintado a mão e com enfeites em purpurina. Ed. S.I.P. Fot. Reutlinger, Paris, 1901.

8

LA BELLE OTERO

        Disputando prestígio, não só nos palcos, com sua rival francesa Liane de Pougy, La Belle Otero teve sua carreira vitoriada pelo consumo do público ávido, apaixonado e sonhador. Segundo uma estatística parisiense, divulgada em fevereiro de 1908, seus cartões-postais eram os mais vendidos, espalhando seu nome pela face da terra como nenhum outro.
Cantora e dançarina espanhola do Folies-Bergere de Paris e dos Cabarés da Espanha, nascida em 1868, Caroline Otero foi a mulher mais cortejada da Belle Epoque, possuindo ao seu redor um verdadeiro séquito de homens ilustres. Entre eles figuravam escritores, milionários, príncipes e reis. Adulada até a idolatria, chegou a levar fortunas a ruína e admiradores ao suicídio.
        Imensamente célebre, a beleza de seus olhos extraordinariamente negros maravilhou o mundo. Dir-se-ia que tinham uma intensidade tamanha que era díficil de não se deter diante deles.
        Símbolo de um época de fausto e euforia que feneceu tragicamente com o início da Primeira Guerra Mundial, Caroline Otero escreveu um livro de memórias, publicado em Paris em 1926, intitulado "Les souvenirs et la vie intime de La Belle Otero". Esquecida, morreu em Nice em 1965, ladeada pela solidão e as lembranças.


LA BELLE OTERO

        Viewing for prestige, not only on the stages, with her rival Liane de Pougy, La Belle Otero was the victorious one thanks to the avid, loving and dreaming consumer public. According to a Parisian statistic divulged in 1908, her postcards were sold the most, thus spreading her name, as no one had done, all over the face of the world.
Caroline Otero, born in 1868, was a singer and Spanish dancer at the Folies-Bergere in Paris and in Spanish cabarets, and one of the most courted women of the Belle Époque, holding around her a true retinue of illustrious men. Among them we could count writers, millionaires, princes and kings. Flattered to the point of idolatry she led many fortunes to ruin and admirers to suicide.
        Immensely famous, the beauty of her extraordinarily black eyes dazzled the world. It could be said that they were of such an intensity that it was impossible not to be detained before them.
        A symbol of an age of euphoria and ostentation that tragically withered with the beginning of the first World War, Caroline Otero wrote a book of memories published in Paris in 1926, called "Les Souvenirs et la vie intime de La Belle Otero". Forgotten by all, she died in Nice in 1965, surrounded by solitude and memories.

        
<< painel anterior
[Painéis]
painel seguinte >>