PAINEL 19

1. MAC LEOD. C.p. pintado a mão. Fot. Walery, Paris (1905). Ed. S.I.P.
2. MATA-HARI C.p. pintado a mão e com enfeites em lantejoulas. Fot. Walery, Paris (1905). Ed. S.I.P.
3. MATA-HARI. C.p. pintado a mão e com enfeites em lantejoulas. Fot. Walery, Paris (1905). Ed. S.I.P.
4. MATA-HARI. C.p. pintado a mão. Fot. Walery, Paris (1905). Ed. S.I.P.
5. MATA-HARI. C.p. pintado a mão. Fot. Walery, Paris (1905). Ed. S.I.P.
6. MATA-HARI. C.p. pintado a mão. Fot Paul Boyer, Paris. Circa 1906. Ed.S.I.P.

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MATA-HARI

        Encarcerada e submetida a julgamento em Paris por um tribunal militar, sob a acusação de espionagem a favor da Alemanha, Mata-Hari foi condenada a morte sem provas concretas e conduzida ao pelotão de fuzilamento em 15 de outubro de 1917.
        Nascida na Holanda em 1876, Marguerite Gertruida Zelle divorciou-se aos 26 anos de idade de um oficial das Indias Orientais Holandesas. Astuciosa, ex-senhora Mac Leod passou, então, a praticar danças rituais aprendidas em Java durante sua estada e seu casamento infeliz. O sucesso de suas primeiras apresentações em Paris em 1905, como Madame Mac Leod propagou suas vagas e fantasiosas origens orientais. Em seguida, surgiu o nome Mata-Hari, uma legenda perfeita para a sagrada dançarina do Oriente, que brilharia na capital francesa e nos principais teatros de variedades europeus, como o próprio significado do pseudonimo: o Sol.
        Exótica e enigmática, Mata-Hari fez de si mesma uma propaganda ininterrupta, capaz de esgotar as blheterias e arrebatar as platéias da Europa. Irresistível, conquistou as atenções e os favores de oficiais franceses e alemães influentes, no período conturbado da Primeira Guerra Mundial. Sua "queda" por fardas graduas ou seu real interesse em obter importantes informações para a Alemanha, levaram-na ao processo que apagaria para sempre sua estrela luminosa.

MATA-HARI

        Jailed and subjected to trial in Paris by a military court, under the accusation of being a German spy, Mata Hari was condemned to death without formal proof, and taken to be executed by a firing squad on October 15, 1917.
        Born Marguerite Gertruida Zelle, in Holland, she at 26, divorced her husband, and officer belonging to the Dutch Oriental Indies. An artful woman, the ex-Mrs. Mac Leod then began to practise riual dances that were learned during her stay in Java at the time of her unhappy marriage. The success of her first performances in Paris in 1905, s Madame Mac Leod, propagated her vague and fanciful Oriental origins. The Mata Hari followed, a perfect legend for the sacred Oriental dancer who would shine in the French capital and in most variety theatres in Europe, as the meaning of her stage name implied: The Sun.
        Exotic and enigmatic, Mata Hari advertised herself incessantly and was able to hold the stage for sold out audiences throughout Europe. An irresisible woman, she was able to conquer the attention and favors of influential French and German officers during the troubled times of the First World War. Her "inclination" towards high standing uniforms, or her real interest in obtaining important information for Germany, led her towards the trial that would forever extinguish her shining star.

        
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