CARNAVAL


A CACHAÇA NAS MÚSICAS DE CARNAVAL
Coleção: Luiz Edmundo Costa

CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
Autoria: Mirabeau Pinheiro, L.de Castro e H.Lobato

Se você pensa que cachaça é água?
Cachaça não é água não,
Cachaça vem do alambique,
E água vem do ribeirão.

Pode me faltar tudo na vida,
Arroz, feijão e pão,
Pode me faltar manteiga,
E tudo mais não faz falta não.

Pode me faltar amor,
Disto até acho graça,
Só não quero que me falte,
 A danada da cachaça. (1953)


SACA-ROLHA
Autoria: Zé da Zilda e Zilda do Zé

As águas vão rolar,
Garrafa cheia eu não quero ver sobrar,
Eu passo a mão no saca-saca-saca-rolha,
E bebo até me afogar!

Se a polícia por isso me prender
E na última hora me soltar,
Eu passo a mão no saca-saca-saca-rolha
E bebo até me afogar. (1954)


PORQUE BEBES TANTO ASSIM
Autoria: Noel Rosa e Rubens Soares

Por que bebes tanto assim rapaz?
Chega, já é demais.
Se é por causa de mulher é bom parar,
Porque nenhuma delas sabe amar.
Sei que tens em tua vida um enorme sofrimento
Mas, não penses que bebida seja algum medicamento.
De ti não terei mais pena,
É bom parar por aí,
Quem não bebe te condena,
Quem bebe zomba de ti. (1936)


CAMISA LISTRADA
Autoria:
Assis Valente

Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí,
Em vez de tomar chá com torrada,
Bebeu para ti levava um canivete na cinta
E o pandeiro na mão e sorria quando
O povo dizia Sossega leão, sossega leão


TEM NÊGO BEBO AÍ
Autoria:
Mirabeau Pinheiro e Airton Amorim

Foi numa casca de banana,
Que eu pisei, pisei,
Escorreguei, quase caí,
Mas a turma lá de trás gritou:
Tem nego bebo aí,
Tem nego bebo aí.


TONEL DE CACHAÇA
Autoria:
Dicró

...
Vou comprar um tonel de cachaça
E botar na praça para os biriteiros
Não é por estar numa boa
Que vou esquecer os meus companheiros.


EU BEBO SIM
Autoria:
Luiz Antonio

Eu bebo sim
Bebida não faz mal a ninguém
Estou vivendo
Bebida não faz mal a ninguém (coro)
Tem gente que não bebe
Bebida não faz mal a ninguém (coro)
Está morrendo
Água faz mal a saúde (coro)
Cuidado com a cirrose (coro)


PINGA MARVADA
Autoria:
Laureano e Raul Tonnes


Com a marvada pinga é que eu me atrapaio,
Eu entro na venda e já dô meu taio,
Pego no copo e dali não saio,
Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio,
Só pra carregá que eu dô trabaio.


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